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Suporte técnico para veterinários

A equipe do Dr. Luiz Rapp está preparada para trabalhar em conjunto para casos odontológicos especiais.

Casos desafiadores de difícil tratamento e cirurgias maiores podem ser atendidos por nossa equipe indicada por outros veterinários e odontologistas em todo território nacional e no exterior.

Cirurgias como exodontia (extração dentária) por trepanação,  bucotomia ou via intraoral,  trepanação para o tratamento de sinusite, extirpação (retirada) de hematoma etmoidal e neoplasias, reconstrução de fraturas faciais  e cirurgias de partes moles localizadas na cavidade oral são técnicas incorporadas à rotina de nossa equipe.

O paciente será atendido na sua região ou poderá ser encaminhado para hospitais veterinários em acordo com o veterinário responsável. Para preservar sua relação com o cliente, relatórios são elaborados para o veterinário responsável e toda a comunicação de seu paciente poderá ser feita por meio de sua clínica.

Para o sucesso e plena recuperação do paciente, as equipes veterinárias terão acesso à orientações e protocolos pós-cirúrgicos.

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A influência dos hábitos alimentares sobre a dentição e a digestibilidade

Os equinos são animais de pastoreio contínuo. Em condições de seu habitat, um equino mastiga por um tempo que equivale até setenta e cinco por cento do dia5.

Segundo Alves8, isto permite inferir que a mastigação é um ato que motiva o prazer. Caso contrário, o equino evitaria este ato, minimizando o tempo de mastigação, como ocorre em casos de enfermidades ou restrição do seu habitat natural.

Os equinos tem por hábito um pastoreio seletivo e, tendem a evitar comer a forragem em locais poluídos com esterco e urina. Cavalos confinados em baias com livre acesso a forragem, podem exibir os mesmos hábitos alimentares e normalmente comem 10 a 12 horas por dias em sessões que duram de 30 a 180 minutos. Em contraste, cavalos confinados comem alimentos concentrados ou peletizados mais rapidamente. Estes cavalos estabulados e que não tem livre acesso ao pastoreio não usam seus incisivos para o corte e, isto pode torna-los demasiadamente longos devido a ausência de atrito e desgaste3, 18 (Figura 1). Dentes incisivos longos reduzem o contato oclusal (superfície de mordida) dos dentes molares e pré molares que são responsáveis pela trituração e mastigação dos alimentos. Isto reduz a eficiência mastigatória e a digestibilidade18.

FIGURA 1 (A) Dentes incisivos de tamanho normal; (B) cavalo estabulado por longo período, incisivos longos

 Gramíneas, feno e silagem são alimentos ricos em sílica e, devem promover o desgaste dentário numa taxa semelhante a taxa de erupção. No entanto, dietas ricas em alimentos concentrados reduzem o desgaste da superfície oclusal e restringem a amplitude da excursão da mandíbula. Como a taxa de erupção não é alterada, pode ocorrer sobre-erupção dos dentes.

Equinos mantidos a pasto praticam uma mastigação com predominância do movimento de excursão lateral da mandíbula sobre os movimentos verticais. Por outro lado, equinos mantidos em cocheiras e alimentados com ração industrializada, praticam uma mastigação anormal, com predominância de movimentos verticais da mandíbula. Este tipo de movimento não é eficiente para a trituração da fibra da forragem3,5. Não há um modelo padrão de mastigação. A maneira pela qual o alimento é triturado depende da comida e do formato dos dentes molares e pré-molares2.

            O ciclo da mastigação é composto por quatro fases (figura 2) inicialmente observa-se que o movimento vertical (de 1 a 3) ocorre quando o animal abre a boca. O fechamento se dá através do movimento diagonal (de 3 a 5), que possibilita o início do próximo movimento que é o lateral (de 5 a 9). O movimento lateral é o mais importante da mastigação de bovínos e equídeos, visto que proporciona as principais etapas da quebra do alimento do tipo forragem. A última fase do ciclo é o retorno que ocorre o movimento misto vertical-diagonal (de 9 a 1)8.

Figura 2: Ciclo mastigatório do equino. (A) representação esquemática; (B) cavalo mastigando.

Assim como os humanos, existem equinos mastigadores esquerdos, direitos e bilaterais. Na presença de dor na boca (cavidade oral), os equinos são capazes de alterarem o lado e o modelo de mastigação e isto pode provocar desgaste anormal de incisivos, molares e pré molares. Qualquer distúrbio odontológico que afeta um dente incisivo, potencialmente pode provocar um desgaste anormal de molares e pré molares. Da mesma forma, um dente molar ou pré molar afetados por um distúrbio odontológico, pode provocar o desgaste anormal dos incisivos. A presença de dor odontológica reduz a eficiência mastigatória e a digestibilidade 2,8,18 (Figura 3).

Figura 3: dentes incisivos  de equino com desgaste anormal devido á presença de dor provocada pela fratura e doença periodontal de um dente molar.

2- Dixon, P.M.; Dacre, I. A review of equine dental disorders. The Vet. Journal, v.169, 2005, p. 165-187.

3- Easley, J. Equine dental development and anatomy. AAEP Proceedings. v. 42, p. 1-10, 1996.

5- DIXON, P.M. The aetiology, diagnosis and current therapy of developmental and acquired equine dental disorders. In: CONGRESS ON EQUINE MEDICINE AND SURGERY, 8.,2003, Geneva. Proceedings… Geneva: IVISO, 2003.

8-ALVES, G.E.S. Odontologia como parte da gastroenterologia – sanidade dentária e digestibilidade. In: Cong. Bras. Cir. Anest. Vet. Mini Curso de Odontologia Eqüina, 6, 2004, Indaiatuba, 2004, p. 7-22.

10-Pagliosa, G.M. Aspectos fisiopatológicos e terapêuticos das odontopatias adquiridas: doenças periapical, periodontal e infundibular. In: Cong. Bras. Cir. Anest. Vet. Mini Curso de Odontologia Eqüina, 6, 2004, Indaiatuba, 2004, p. 37-52.

18- Pimentel, L. F. R. O. Determinação da oclusão funcional ideal. In: VII Cong. Bras. Cir. Anest. Vet. – II Miniciurso de odontologia equina, 7, 2006, Santos, p. 29-36.

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Cavalo dado se olha os dentes

O antigo ditado que dizia: “Cavalo dado não se olha os dentes”, definitivamente já não é verdadeiro. Mistérios escondidos dentro da boca do seu cavalo foram desvendados. Alguns meios diagnósticos da medicina humana foram disponibilizados para  a  eqüina. Esse fato possibilitou entender os processos de mastigação e sua influência na digestão dos alimentos, ganho de peso e massa muscular. Muitos distúrbios que causam dor na boca começam a ser analisados e meios diagnósticos avançados ainda não estão disponíveis para a o uso no campo ou, em diversos casos, seus custos estão fora da realidade da criação brasileira. No entanto, o uso de equipamentos como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e a endoscopia intraoral (figura 1) possibilitaram a realização de diversos estudos e pesquisas que ajudaram a explicar diversos sintomas clínicos de doenças que interferem no desempenho do cavalo atleta. Uma das áreas mais beneficiadas com estes estudos foi a odontologia eqüina. Dessa forma, o antigo ditado mudou para: “Cavalo dado se olha os dentes”.

Como qualquer novidade, no Brasil, durante a última década (em se tratando de ciência, 10 anos são pouco tempo), ocorreu uma popularização do tratamento odontológico para os cavalos. De repente, surgiram vários cursos, “especialistas e mestres”, oferecendo serviços. A frase: “Seu cavalo está precisando fazer os dentes”, tornou-se comum no meio hípico.

A limitada abertura da boca do cavalo, com um formato de cavidade oral cônico e profundo, impossibilita a completa visualização de todas as estruturas pelo tratador e pelo proprietário que na maioria das vezes não está presente no momento da intervenção odontológica (figura 1 A). Como avaliar o serviço, identificar e escolher um profissional realmente capacitado na área da odontologia equina? O objetivo deste artigo é auxiliar o criador e proprietário de cavalos na escolha de um profissional adequado através da observação de alguns fatos, atitudes e posturas do odontólogo que irá tratar o seu cavalo.

1- Quem é que está atendendo seu cavalo? Não há possibilidade de realizar um tratamento odontológico sem realizar uma sedação. Apenas veterinários formados estão capacitados para examinar e decidir se seu cavalo está apto a ser sedado. O profissional deve ser capaz de reconhecer estruturas anatômicas normais e fazer um diagnóstico adequado. Fuja dos práticos! Procure recomendações de criadores, proprietários e veterinários sobre o dentista em questão.

  2- Como é realizado o exame odontológico inicial? É possível realizar diversos diagnósticos sem necessidade de sedação e colocação de um espéculo (“abre-boca”). Toda a cabeça deve ser apalpada, a mastigação observada e as fezes examinadas. O interior da boca pode ser apalpado e parcialmente observado por meio do afastamento da língua. Não permita que segurem seu cavalo apenas pela língua! Graves lesões podem acontecer e  seu cavalo pode ficar definitivamente com a língua pendurada para fora da boca. Por motivos de higiene, desconfie de profissionais que não usam luvas descartáveis durante o exame. Elas devem ser descartadas a cada exame, principalmente após examinar as fezes. A embocadura deve ser inspecionada e seu tamanho deve ser mensurado e comparado com o tamanho da boca. O mesmo gabarito usado para medir a largura da embocadura deve ser usado para medir o tamanho da boca.

 3- Observe os cuidados antes da sedação: Não permita que seu cavalo seja submetido a uma sedação sem um exame clínico prévio! Qualquer problema deve ser identificado antes da sedação. Exceto em casos de emergência, não se deve sedar cavalos doentes. Muitas doenças são diagnosticadas por intermédio da auscultação (ato de examinar diferentes órgãos através do uso de um estetoscópio) do coração, pulmões e intestinos, da mensuração da temperatura retal com um termômetro e da inspeção de mucosas oral e ocular. Há questionamentos sobre o histórico recente de doenças? Muitos dos problemas ocorridos durante a sedação poderiam ser evitados com um exame clínico bem feito. O tratamento odontológico normalmente não é emergencial. Em casos de doenças prévias, o ideal seria tratá-las para então submeter o seu cavalo a uma sedação e ao procedimento odontológico.

 4- Verifique os materiais odontológicos: O mecânico de seu carro realiza um reparo apenas com duas ou três ferramentas? Cada pedaço do motor tem um acesso, com diversas peças diferentes. Sem as ferramentas adequadas e em quantidade suficiente não será possível consertar o carro. Algo semelhante ocorre na boca de seu cavalo. Há uma série particularidades que não permitem que apenas uma grosa ou um tipo de caneta odontológica realize todo o procedimento odontológico. Profissionais habilidosos, na presença de bocas com boa abertura e pouca profundidade, podem utilizar poucos instrumentos, porém, tem de estar preparados com uma série de diferentes equipamentos para realizar todo o serviço odontológico (figura 3). Alguma vez o mecânico do seu carro não realizou o serviço por que não tinha uma ferramenta? Imagine você sendo atendido por um dentista que não possui espelho odontológico (Figura 5)? Pense então, no mecânico consertando seu carro ou o seu dentista tratando sua boca no escuro… Você permitiria a introdução de alicates ou chaves de fendas na boca de seu cavalo?

 5- Observe a higiene com os materiais: Não permita o uso de materiais enferrujados e sujos durante o procedimento. Assim como acontece nos humanos, é comum ocorrer pequenos sangramentos durante o procedimento odontológico, ainda mais na presença de muitas feridas, causada por pontas de esmalte dentário. É possível passar uma infecção de um cavalo para outro através de instrumentos sujos. O dentista de seu cavalo deve ter solução desinfetante para os materiais.

6- Questione sobre o uso de materiais atóxicos: lubrificantes e graxas de motores de uso geral e alguns tipos desinfetantes de uso cirúrgico são tóxicos quando ingeridos. Os desinfetantes usados nos matérias, os lubrificantes e graxas usados nos motores e canetas odontológicas devem ser atóxicos. Nos rótulos desses produtos, há especificações sobre suas características de segurança. Eles estão disponíveis no mercado, portanto, não há desculpas para não utilizá-los.

7- Acompanhe o procedimento odontológico: se você não pode estar presente, peça ao tratador ou cavaleiro de sua confiança para acompanhar o procedimento. O profissional de odontologia equina deve ter segurança e capacidade de explicar e mostrar tudo o que está ocorrendo dentro da boca. Questione, pergunte o que está acontecendo, quais as consequências, qual é o prognóstico? Peça para ver como está a boca, como os dentes tocam, antes e depois do procedimento (figura 6a e 6b)

8- Cuidados com a finalização do procedimento: É comum ouvir histórias de ocorrência de cólica após o procedimento odontológico. A presença de dor na boca causa a redução de ingestão de água e produção de saliva (um cavalo com 500 kg produz até 25 litros de saliva por dia; na presença de dor contínua essa produção é extremamente reduzida!) que podem levar a formação compactação intestinal. Isto pode ser controlado com o uso de materiais de forramento dentário (figura 7) e analgésicos. Toda possibilidade de dor pós-procedimento odontológico deve ser avisada pelo dentista. A ingestão de água, a frequência de defecação e o possível ressecamento das fezes devem ser observados e as alterações podem ser corrigidas facilmente com administração de soro intravenoso e administração oral de óleo mineral sem que o cavalo sofra de síndrome de cólica. Os riscos da sedação são minimizados com o uso de antídotos que revertem seus efeitos e “acordam” o seu cavalo em poucos minutos. Se o animal foi submetido a bloqueios anestésicos regionais e a boca e a língua estão dormentes, ele deve ficar preso no cabresto e sem comer durante o tempo indicado pelo dentista para evitar acidentes com mordidas nestas estruturas. O dentista deve ensinar ao tratador como avaliar se a sensibilidade da boca e língua retornaram ao normal. Se durante o procedimento o cavalo ficou muito nervoso, recomenda-se o uso de protetores gástricos por três dias.

9- Observe seu cavalo após o atendimento odontológico: Na presença de um equilíbrio ideal e conforto,  o cavalo passará comer melhor em pouco tempo. Se permanecer comendo mal e incomodado por mais de dois dias, algo está errado! Quando vamos ao dentista, se uma restauração ou prótese dentária fica mal ajustada, ficamos incomodados e não conseguimos comer direito. Ocorre algo semelhante com os cavalos. Se os dentes não têm um toque adequado uns com os outros, ficará incomodado e comerá mal. Um dente desajustado é capaz de quebrar o equilíbrio da boca inteira. Não permita casos nos quais tem dificuldades de mastigação e na equitação por vários dias e semanas.

10- Registro do procedimento odontológico: todo proprietário tem direito de saber qual foi o diagnóstico, o que foi realizado e administrado em seu cavalo. Assim como na odontologia humana, há fichas odontológicas (odontogramas) onde os achados e os procedimentos são registrados. O registro de um procedimento anterior é muito importante na avaliação da evolução do caso em um tratamento futuro. Como proprietário de um cavalo, você tem direito a uma segunda opinião, ou então, escolher outro dentista. A posse de um odontograma de um tratamento anterior pode facilitar o trabalho de outro profissional. Seria interessante que esta ficha fique arquivada no local onde está alojado o seu cavalo. Não aceite serviços odontológicos sem um odontograma que relate o procedimento.

A observação destes itens não garante a escolha de um dentista capacitado, porém, certamente irá auxiliá-lo na seleção do profissional que irá cuidar da boca de seu cavalo.

Em uma próxima edição, serão abordados aspectos referentes aos hábitos alimentares dos equinos. Você sabe como seu cavalo come?

*Luiz Fernando Rapp de Oliveira Pimentel (CRMV – SP 6215) é médico veterinário, graduado pela Universidade Federal de Viçosa em 1989, mestre em cirurgia veterinária pela FMVZ-USP em 2008 e doutorando em cirurgia veterinária pela FMVZ-USP. Odontologista de eqüinos desde 1998. Informações: (11) 9606.2828; e-mail: contato@luizrapp.com.br

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Case 2: Cavalo de Salto de difícil condução e temperamento arredio

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  1. Um cavalo de salto da raça B.H., de 5 anos de idade, com aproximadamente 650 kg apresentava difícil condução, com relutância ao trabalho  e tensão excessiva. Na baia, o cavalo W. (por motivos éticos, nomes de pacientes não são revelados) apresentava um comportamento arredio e bravo sem motivos claros.

O exame odontológico revelou exposição das câmaras pulpares (exposição de canal!) nos dentes 10 molares inferiores direito e esquerdo. Foi solicitado um estudo radiológico completo.

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Case 1: Queda de performance de P.S.I. “Derby Winner”

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Um cavalo Puro Sangue Inglês de 3 anos de idade, vencedor de Derby no Hipódromo de Cidade Jardim/SP apresentava queda de performance.

Foi realizado um check-up completo, com exames físico, laboratorial e de imagem. Os únicos achados relevantes foram uma anemia e um processo inflamatório gengival discreto na região da maxila, próximo de onde ocorreu fratura e perda dentária de incisivos em um acidente ocorrido com 1 ano de idade.

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Cirurgia em Odontologia Equina

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Nossa equipe está preparada para realizar diferentes cirurgias odontológicas e faciais de equinos. A experiência de mais de 15 anos de atuação na área, aliada á capacitação do Dr. Luiz Rapp, Mestre e Professor Doutor (1° brasileiro a obter estes títulos nas áreas de odontologia e cirurgia facial de equinos) permitiu a obtenção de resultados cosméticos e funcionais extremamente satisfatórios.

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