Identificando problemas na boca e nos dentes dos cavalos

Ocorre uma freqüência elevada de problemas na boca e nos dentes sem manifestação de sinais e sintomas clínicos. Adicionalmente, também é importante considerar que alguns eqüinos desenvolvem uma capacidade de se adaptar a determinados desconfortos, passando a sofrer em silêncio8.

Os sinais mais comuns de problemas na boca e nos dentes são 2,3,8,10,11,13,18:

  • Dificuldade para mastigar ou engolir;
  • Mastigação lenta e intermitente;
  • Salivação excessiva excessiva durante a mastigação (a salivação durante a equitação é desejável e representa sinal de descontração);
  • Queda de forragem parcialmente mastigada durante a mastigação;
  • Movimentos com a língua sob a forma de torcer ou girar;
  • Volume na bochecha causado por acúmulo de forragem;
  • Grandes fragmentos de forragem (maior que 0,6cm) e/ou grãos inteiros nas fezes;
  • Perda de peso ou dificuldade de ganho;
  • Cólicas por compactação;
  • Aumento de volume na borda ventral da mandíbula, nos ossos da face com ou sem fístula;
  • Odor fétido na boca (halitose) ou narinas;
  • Dificuldade respiratória por obstáculo nasal e sinusite;
  • Corrimento nasal sanguinolento, purulento ou pútrido;
  • Mastigar, morder ou reagir contra a embocadura;
  • Abrir a boca e colocar a língua para fora durante o trabalho
  • Movimentos de sacudir, balançar, inclinar, levantar e abaixar a cabeça;
  • Resistência ao comando pela embocadura para virar ou parar;
  • Arrancadas repentinas;
  • Limitação ou queda de performance.

A presença de uma boa condição física não é motivo para dispensar a necessidade de exame e tratamento dentário. O melhor tratamento é o preventivo, de preferência, na ausência verdadeira de sinais e sintomas. Desta forma, faz-se necessária a criação ou aumento da consciência racional das pessoas que se relacionam direta ou indiretamente com os eqüinos8.

 

REFERÊNCIAS

2- Dixon, P.M.; Dacre, I. A review of equine dental disorders. The Vet. Journal, v.169, 2005, p. 165-187.

3- Easley, J. Equine dental development and anatomy. AAEP Proceedings. v. 42, p. 1-10, 1996.

8-ALVES, G.E.S. Odontologia como parte da gastroenterologia – sanidade dentária e digestibilidade. In: Cong. Bras. Cir. Anest. Vet. Mini Curso de Odontologia Eqüina, 6, 2004, Indaiatuba, 2004, p. 7-22.

10-Pagliosa, G.M. Aspectos fisiopatológicos e terapêuticos das odontopatias adquiridas: doenças periapical, periodontal e infundibular. In: Cong. Bras. Cir. Anest. Vet. Mini Curso de Odontologia Eqüina, 6, 2004, Indaiatuba, 2004, p. 37-52.

11- Emily, P.; Orsini, P.; Lobprise, H. B.; Wiggs, R. B. Oral and Dental Disease in Large Animals. Veterinary Dentistry: principles and practice. Lippicott-Raven, 1997. Philadelphia. c. 19, p. 559-579.

of the American Association of Equine Practioners, 2004 – Denve CO, USA. , Dec, 2004.

13-  Pimentel L.F.R.O., Zoppa A., Alves G.E.S. & Amaral R.F. Equine dental disosders: review of 607 cases. In: 10th World  Veterinary Dental Congress, Guarujá, SP, Brasil, April, 2007. Pesquisa Veterinária Brasileira 27(Supl.), p.111, 2007.

 

18- Pimentel, L. F. R. O. Determinação da oclusão funcional ideal. In: VII Cong. Bras. Cir. Anest. Vet. – II Miniciurso de odontologia equina, 7, 2006, Santos, p. 29-36.